não tem mais oque fazer
o pavio já queimou
meu filho ta pra nascer
alegria me engana
a noite vem sossegada
e ao pé da minha cama
a angústia me espera
querendo entrar no meu sonho
sorrateira causar um soluço
imagino por onde mais correr
um jeito de saculejar e me libertar
e viajo na idéia de rir pra viver
rir ensandecidamente
ponto de fuga de um choro normal
não tem mais oq fazer
o pavio era curto e se acabou
todo começo é um parto
alegria e dor
dor no fundo do peito
divide meu corpo
divide meu ser em não ser
tristeza me rasga
num extravaso de mim
o desespero no violão
num sentimento assentido sem destino
não tem mais oque fazer
o pavio deu um curto
os filhos crescem
e a consciência diz o tempo todo
a gente é filho da mãe
tão forte e tão fraco
a fraqueza me destrói
viro bicho
reviro o lixo do meu sentimento
e se apenas um pouco mais bicho fosse
não sofreria tanto em comer o bicho
ele grita desgovernado
me espanca me lincha me estupra
dentro de mim
pra não avançar ninguém
não tem mais oque fazer
não existe pavio
não existe Papai Noel
não existe sombra
não existe água fresca
não existe arrego
não existe trégua
nem que eu vista bota sete léguas
o meu espinho tá cravado no pé
os filhos crescem
tentam ser bons
não existe bondade
não existe maldade
os antônimos são homônimos
a minha alegria minha tristeza
a tristeza motivo de riso.
Não tem oque fazer
Simplesmente não tem oque fazer
É tanto que fica por fazer
Tudo vai ficando pelo caminho
E no fim
Por bem ou mal se descobre
Quem foi ou não filho de Deus
Naluah
(o auge da dor)
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
sábado, 6 de fevereiro de 2010
Despropósito
Despropósito
O cúmulo do absurdo
Ignorância risível
E sentenças averdalhadas que seguem a sinal verde e vão correndo por ruas e pobres bequinhos, passando por ouvidos espichados com seus donos de linguas bífidas vendendo versões piratas de verdades bestiais.
Avacalhada-se
Distorce-se aqui
Espicha-se alí
Atua-se num palco de esperteza e fingimento
E ZÁS, no desfecho o culpado vira vítima
É tudo tão simples e fácil
Gente de bem sempre nadando contra correnteza salgada pra ver se com seu própio suor a vida consegue adoçar
E gente em disparate fazendo de tudo pra quem tem um tapete, puxar
A ética num instante se veste do dom da convicção em gritos estúpidos e altos
E a gente que não quer baixeza, assim
Engolindo a verdade pra não brigar
Engolindo a raiva de ver quem a gente ama pagar quietinho oque não deve
E a gente fica sempre no passivo papel conciliador
Como se não sofresse uma gota do veneno bebido
Mas a gente sim é gente,
A gente é quem sente,
Sente pela gente e sente por saber que no mundo da gente, existe gente que mente,
Que mente e nem sente,
Mas o dia em que tanto veneno que se é obrigado a engolir vier de repente gerar nossa reação adversa,
Espero que alguém evite o vômito instantâneo na cara dum mal-feitor.
Naluah
(Inconformada. Exalando civilidade, engolindo indignação.)
O cúmulo do absurdo
Ignorância risível
E sentenças averdalhadas que seguem a sinal verde e vão correndo por ruas e pobres bequinhos, passando por ouvidos espichados com seus donos de linguas bífidas vendendo versões piratas de verdades bestiais.
Avacalhada-se
Distorce-se aqui
Espicha-se alí
Atua-se num palco de esperteza e fingimento
E ZÁS, no desfecho o culpado vira vítima
É tudo tão simples e fácil
Gente de bem sempre nadando contra correnteza salgada pra ver se com seu própio suor a vida consegue adoçar
E gente em disparate fazendo de tudo pra quem tem um tapete, puxar
A ética num instante se veste do dom da convicção em gritos estúpidos e altos
E a gente que não quer baixeza, assim
Engolindo a verdade pra não brigar
Engolindo a raiva de ver quem a gente ama pagar quietinho oque não deve
E a gente fica sempre no passivo papel conciliador
Como se não sofresse uma gota do veneno bebido
Mas a gente sim é gente,
A gente é quem sente,
Sente pela gente e sente por saber que no mundo da gente, existe gente que mente,
Que mente e nem sente,
Mas o dia em que tanto veneno que se é obrigado a engolir vier de repente gerar nossa reação adversa,
Espero que alguém evite o vômito instantâneo na cara dum mal-feitor.
Naluah
(Inconformada. Exalando civilidade, engolindo indignação.)
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
O sinônimo de "Estou Cheia", no modo gentil e educado de expressar-se após comer como um boi pela perna. E do sinônimo ao antônimo. E vice-versa.
A vontade que eu tinha não era definitivamente ter vindo aqui escrever...
Me dei conta enquanto eu estava escovando os dentes de que a minha vontade de escovar os dentes tinha sido efetiva há pelo menos duas horas atrás, quando coloquei pasta na escova e a deixei esperando em cima da mesa de desenho pra ir até a cozinha me certificar que não queria realmente comer algo antes de escová-los, mas sentei-me na cadeira e assisti tv. Enquanto assistia tv dei-me conta que eu queria mesmo era estar vendo um filme que aluguei, então levantei da cadeira tirei uma panela do armário e fui fazer brigadeiro. Ao decidir assistir o filme liguei pra casa pra conversar com meus pais, enquanto minha mãe falava eu assistia o início do filme, quando desliguei o telefone quis estar do lado de alguém que sinto saudades, e fui me desligando do mundo, me desligando e parei o filme já que a cama é o melhor lugar pra se dormir, mas antes eu “precisava” desligar o computador, e antes de desligá-lo comecei a ver fotos antigas, e de repente dei um pulo entusiasmado, pois inspirei-me a desenhar. Antes de desenhar peguei minha escova de dentes empastada que havia deixado em cima da mesa e corri para o banheiro fazer xixi, enquanto fazia xixi tive idéias que quis anotar, e as idéias iam se sobrepondo, se sobrepondo, e enquanto eu esquecia as anteriores, escovava meus dentes e pressentia a ironia me olhando. Minha vontade agora era escrever. Quando pensei que iria vir escrever, sequei as mãos lentamente dando tempo de ver meu rosto no espelho, e minha velha mania me segurou ali e fiquei em frente ao espelho apontando defeitos... quando eu enxi o saco de mim mesma adiando as coisas percebi que apesar de tudo eu já nem precisava estar aqui, pois quando vi eu já estava, e antes que eu pudesse querer tocar violão ou fazer abdominais ou procurar a tarraxinha do brinco que perdi ano passado, e esquecer tudo de novo me previni de mim mesma... e mesmo a minha vontade de agora, talvez, ser fazer tudo no tempo contrário do tempo em que penso, não é. Afinal me pergunto se será que depois eu faria tudo aquilo que não penso em fazer agora... e foi assim que me senti meio obrigada a parar com meu inicio de tormento mental que começava a se expandir essa noite... mas de um modo ou de outro não podia a noite terminar diferente das mesmas questões de sempre. E sem querer querendo num fundo um pouco mais profundo que consciente...
sem querer,
querendo,
sem saber,
sabendo...
Quis saber,
quis querer,
querer, saber, viver... por um TRIZ.
Naluah
(além de tudo aquilo que não sei dizer inversamente desproporcional e ao contrário)
Me dei conta enquanto eu estava escovando os dentes de que a minha vontade de escovar os dentes tinha sido efetiva há pelo menos duas horas atrás, quando coloquei pasta na escova e a deixei esperando em cima da mesa de desenho pra ir até a cozinha me certificar que não queria realmente comer algo antes de escová-los, mas sentei-me na cadeira e assisti tv. Enquanto assistia tv dei-me conta que eu queria mesmo era estar vendo um filme que aluguei, então levantei da cadeira tirei uma panela do armário e fui fazer brigadeiro. Ao decidir assistir o filme liguei pra casa pra conversar com meus pais, enquanto minha mãe falava eu assistia o início do filme, quando desliguei o telefone quis estar do lado de alguém que sinto saudades, e fui me desligando do mundo, me desligando e parei o filme já que a cama é o melhor lugar pra se dormir, mas antes eu “precisava” desligar o computador, e antes de desligá-lo comecei a ver fotos antigas, e de repente dei um pulo entusiasmado, pois inspirei-me a desenhar. Antes de desenhar peguei minha escova de dentes empastada que havia deixado em cima da mesa e corri para o banheiro fazer xixi, enquanto fazia xixi tive idéias que quis anotar, e as idéias iam se sobrepondo, se sobrepondo, e enquanto eu esquecia as anteriores, escovava meus dentes e pressentia a ironia me olhando. Minha vontade agora era escrever. Quando pensei que iria vir escrever, sequei as mãos lentamente dando tempo de ver meu rosto no espelho, e minha velha mania me segurou ali e fiquei em frente ao espelho apontando defeitos... quando eu enxi o saco de mim mesma adiando as coisas percebi que apesar de tudo eu já nem precisava estar aqui, pois quando vi eu já estava, e antes que eu pudesse querer tocar violão ou fazer abdominais ou procurar a tarraxinha do brinco que perdi ano passado, e esquecer tudo de novo me previni de mim mesma... e mesmo a minha vontade de agora, talvez, ser fazer tudo no tempo contrário do tempo em que penso, não é. Afinal me pergunto se será que depois eu faria tudo aquilo que não penso em fazer agora... e foi assim que me senti meio obrigada a parar com meu inicio de tormento mental que começava a se expandir essa noite... mas de um modo ou de outro não podia a noite terminar diferente das mesmas questões de sempre. E sem querer querendo num fundo um pouco mais profundo que consciente...
sem querer,
querendo,
sem saber,
sabendo...
Quis saber,
quis querer,
querer, saber, viver... por um TRIZ.
Naluah
(além de tudo aquilo que não sei dizer inversamente desproporcional e ao contrário)
sábado, 9 de janeiro de 2010
Pó
Passei o dia juntando pó,
Procurando nos cantos,e quinas...
encima, embaixo da cama,
no meio de livros, entre os vãos na parede,
sacudindo as roupas, as pulgas, os seres
farejando meus pedaços pequenos, mortos, escondidos
Tossindo a última pá de poeira do ano
Um vento veio assobiando na janela do quarto,
A poeira grudava o chão ao teto,
Nesse teto do quarto, num quarto de tempo,
As últimas poeiras amontoadas na pá,
Viraram de ponta cabeça,
Pro vento soprar lá pra fora,
Levar meu cabelo enozado embora.
A poeira estranha aonde moro,
Quem junta meu pé com meu pó, vai chamar agora,
Pára a pá! Pá de poeira acumulada,
Pararará minha faxina de ano novo,
Que a Tentativa vem já... e é minha empregada de limpar a alma.
Naluah
(férias)
Procurando nos cantos,e quinas...
encima, embaixo da cama,
no meio de livros, entre os vãos na parede,
sacudindo as roupas, as pulgas, os seres
farejando meus pedaços pequenos, mortos, escondidos
Tossindo a última pá de poeira do ano
Um vento veio assobiando na janela do quarto,
A poeira grudava o chão ao teto,
Nesse teto do quarto, num quarto de tempo,
As últimas poeiras amontoadas na pá,
Viraram de ponta cabeça,
Pro vento soprar lá pra fora,
Levar meu cabelo enozado embora.
A poeira estranha aonde moro,
Quem junta meu pé com meu pó, vai chamar agora,
Pára a pá! Pá de poeira acumulada,
Pararará minha faxina de ano novo,
Que a Tentativa vem já... e é minha empregada de limpar a alma.
Naluah
(férias)
domingo, 13 de dezembro de 2009
A centelha de uma eterna prosa
Delírios e fantasias vão se acumulando durante a vida, mas há quem lute pra tornar real. Às vezes as mães saem cedo pro trabalho, mas antes deixam a mesa arrumada pro café... uma caixa de leite com a ponta já cortada, a lata de nescau, o café, o açúcar, uma térmica com água quente, o presunto, o queijo, o pão fatiado, faca, colher, prato, xícara, copo e guardanapo ajeitadinhos sobre a mesa. Por vezes chegam a deixar bilhete na porta da geladeira, algo como "Meu filho, a mãe chega do trabalho só a noite. Deixei a mesa arrumada pra ti fazer teu café, e o almoço está arrumado na primeira prateleira da geladeira, é só esquentar. Beijos, Te amo." Perto do meio dia o tal filho acorda, e por algum motivo descabido, está de mau humor. Ele senta na poltrona à três passos da mesa olha a lata de nescau, o leite, o copo, e abre a boca pra gritar "Mãe! Faz meu café!", mas ele percebe o silêncio da casa e o bilhete na porta da geladeira. Ele sequer levanta pra ler o recado: a mãe foi de novo fazer hora extra de serviço no sábado. Ele continua sentado na poltrona, pega o controle remoto, liga a tv. Quando a fome aperta demais, ele faz o maior esforço do mundo, vai até a lata de café, abre, coloca 3 colherinhas de café na xícara, 5 de açúcar, pega a térmica, e derruba mais água sobre a toalha que na xícara. Como não está acostumado a fazer o próprio café, quase cospe o primeiro gole, de tão forte e amargo que fica, mas, empurra o líquido da xícara pra dentro do corpo e aborrecido volta pra cama. Perto das 7hrs da noite, morrendo de fome vai até a geladeira pra verificar o almoço, mas não quer comer feijão, arroz e bife, então vê sobre a geladeira, junto com a conta de luz, há um dinheiro. Encomenda uma pizza, mas enquanto a pizza não vem ele belisca o almoço frio, na geladeira. Quando o entregador chega com a pizza, ele busca o dinheiro da luz, paga, e vai comer assistindo um jogo qualquer do campeonato brasileiro de futebol. Ele consegue bagunçar toda a cozinha com tão poucos gestos. A noite a mãe chega cansada do trabalho, o filho reclama que o almoço estava ruim e teve que encomendar pizza, reclama que ela não esteve em casa pra fazer as coisas e por isso tudo ficou uma bagunça. E o filho continua, que nos finais de semana ela não lhe dá atenção, e aos poucos ela vai se recolhendo em culpa, até que exausta e cabisbaixa já nem presta atenção e vai lavar a louça, organizar a cozinha, enquanto o filho desliga a TV e vai para o quarto. Conseguem visualizar a cena? Bah! Só as mães sabem suportar seus filhos. Quando alguma mãe reclamar sem motivos, já devemos dar-lhe razão pelos muitas vezes que elas não reclamaram.
Não sei de quem é a frase que diz “céu e inferno somos nós”, mas ela basta pra entender o básico. Todo o problema vem de dentro do ser, e por mais que hajam meios externos para cobri-los de falsos remédios, que tapeiam e mascaram a cura, a própria cura vai permanecer sempre ali dentro, sentadinha, entediada, ao lado do mal que nos aflige, esperando que os olhos do ser problemático lhe dêem atenção.
Por que motivo alguém dispensa independência? Medo paralisante em assumir seus passos? Comodismo, sempre bem vindo, sob a proteção de alguém? Desinteresse em viver se não houver a certeza de ganhar sempre? Ter sempre alguém que vai se ralar no chão pra lhe servir um travesseiro quando estiver prestes a quebrar a cara? Viver escondendo as próprias responsabilidades no cestinho dos outros? Ah! Pára! Pára! Pára! Se não quer viver não encomoda quem quer! Viver é se ferrar, é correr risco, é encontrar cura pra todo mal. Comodismo não passa de puro egoísmo. Alguém paga pela comodidade de alguém. A vida é feita de experiências de erros e acertos, dos aprendizados que isso gera e que caminhos existem para melhorar ou piorar as coisas. Me entristece pessoas que não querem correr o menor risco.
Tudo na vida só depende da vontade própria e de como percebemos as coisas, para que possamos agir da maneira certa para construir o que queremos. Cada ser humano carrega sozinho seu bem, seu mal, sua inércia. Quem pensa que despejando em outras costas suas responsabilidades aliviam de peso, doce engano, só aumenta. Se esse filho criado com todo zelo, com 38 anos, não sabe compreender sua mãe, não consegue enxergar além do próprio umbigo, sequer fazer café...e nem nunca sentiu como é viver por conta própria... pra quê 38 anos?
Naluah
(A vida é tudo, todos os dias. A vida é plena responsabilidade. A vida, todos os dias, é plena responsabilidade com tudo.(Tem tanto, mas tanto pra falar em cada fim de frase, que ia ser uma postagem sem fim...))
Não sei de quem é a frase que diz “céu e inferno somos nós”, mas ela basta pra entender o básico. Todo o problema vem de dentro do ser, e por mais que hajam meios externos para cobri-los de falsos remédios, que tapeiam e mascaram a cura, a própria cura vai permanecer sempre ali dentro, sentadinha, entediada, ao lado do mal que nos aflige, esperando que os olhos do ser problemático lhe dêem atenção.
Por que motivo alguém dispensa independência? Medo paralisante em assumir seus passos? Comodismo, sempre bem vindo, sob a proteção de alguém? Desinteresse em viver se não houver a certeza de ganhar sempre? Ter sempre alguém que vai se ralar no chão pra lhe servir um travesseiro quando estiver prestes a quebrar a cara? Viver escondendo as próprias responsabilidades no cestinho dos outros? Ah! Pára! Pára! Pára! Se não quer viver não encomoda quem quer! Viver é se ferrar, é correr risco, é encontrar cura pra todo mal. Comodismo não passa de puro egoísmo. Alguém paga pela comodidade de alguém. A vida é feita de experiências de erros e acertos, dos aprendizados que isso gera e que caminhos existem para melhorar ou piorar as coisas. Me entristece pessoas que não querem correr o menor risco.
Tudo na vida só depende da vontade própria e de como percebemos as coisas, para que possamos agir da maneira certa para construir o que queremos. Cada ser humano carrega sozinho seu bem, seu mal, sua inércia. Quem pensa que despejando em outras costas suas responsabilidades aliviam de peso, doce engano, só aumenta. Se esse filho criado com todo zelo, com 38 anos, não sabe compreender sua mãe, não consegue enxergar além do próprio umbigo, sequer fazer café...e nem nunca sentiu como é viver por conta própria... pra quê 38 anos?
Naluah
(A vida é tudo, todos os dias. A vida é plena responsabilidade. A vida, todos os dias, é plena responsabilidade com tudo.(Tem tanto, mas tanto pra falar em cada fim de frase, que ia ser uma postagem sem fim...))
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
Não lembro.
Um dia, depois o seguinte, desperta mais uma vez consciente do sono, ainda dormindo, e percebe que o choro do sonho está ali deitado na cama em soluços e gemidos reais sem grandes controles. Sensação estranha. Ao acordar não lembro de nada.
A conversa de hoje trouxe de novo aquela confusão dos mundos. Controlar. Será que fechando o pensamento num foco as coisas tendem a se exclarecer melhor? Será que no foco se perdem em cegueira as verdadeiras verdades?
Veio um pressentimento sobre ele, os olhos dele... no fundo do olhar algo escondido. Medo de haver um preconceito ou uma incompetência de pressentimento se vestindo de intuíção, e da defesa sair de um fundo de ataque.
Fiquei perplexa ao ouvir, não que não acredite, mas, aquela energia chegou altamente negativa. Tomar cuidado com as palavras, todas elas, faladas e ouvidas. O que existe por trás das palavras são sentimentos tão fortes revestidos de sutileza. Afetam-se umas às outras. O mundo pareceu uma verdadeira maldição agora a noite.
Me perguntei de novo aonde é que eu penso que eu vivo? Os mundos dentro dos mundos... que coisa doentia e real e maluca. Estou atraindo problemas. Foi aí que tive as dúvidas... Ele sabia algo de mim. Por que veio falar sobre? Sabia que não seria ignorado? Ele sentiu que sabia, e eu senti.
Mas eu queria saber o quanto sei pra ter certeza que posso confiar no pouco que sinto.
Fui afetada, só isso. E eu ando caindo de pára-quedas nas intrigas da vida.
Naluah
(Aprender a desfocar.)
A conversa de hoje trouxe de novo aquela confusão dos mundos. Controlar. Será que fechando o pensamento num foco as coisas tendem a se exclarecer melhor? Será que no foco se perdem em cegueira as verdadeiras verdades?
Veio um pressentimento sobre ele, os olhos dele... no fundo do olhar algo escondido. Medo de haver um preconceito ou uma incompetência de pressentimento se vestindo de intuíção, e da defesa sair de um fundo de ataque.
Fiquei perplexa ao ouvir, não que não acredite, mas, aquela energia chegou altamente negativa. Tomar cuidado com as palavras, todas elas, faladas e ouvidas. O que existe por trás das palavras são sentimentos tão fortes revestidos de sutileza. Afetam-se umas às outras. O mundo pareceu uma verdadeira maldição agora a noite.
Me perguntei de novo aonde é que eu penso que eu vivo? Os mundos dentro dos mundos... que coisa doentia e real e maluca. Estou atraindo problemas. Foi aí que tive as dúvidas... Ele sabia algo de mim. Por que veio falar sobre? Sabia que não seria ignorado? Ele sentiu que sabia, e eu senti.
Mas eu queria saber o quanto sei pra ter certeza que posso confiar no pouco que sinto.
Fui afetada, só isso. E eu ando caindo de pára-quedas nas intrigas da vida.
Naluah
(Aprender a desfocar.)
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
Tosse seca.
Um homem anda por entre as àrvores carregando um pano vermelho nas mãos. Aonde agora não há árvores fazendo sombra, a grama reluz um verde mais vivo. O vento bate forte nas coisas por onde anda, inclusive em mim. Acordei com a garganta arranhando, não sei por qual motivo. Me desconcentrei no meu mundo e o homem sumiu. A folha do meu caderno se retorce com o vento e minha garganta vai piorar. Mas esse vento me trás paz. Paciência. As pessoas caminham bem ao longe, não vem que estou olhando pra elas em seus risos e agitos. Um senhor de cabeça branca vem passando com seu cachoro atado à coleira, olha pra alguma coisa em sua mão e desconfio haver conferido as horas. As horas continuam controlando tudo, e uma mosca não se cansa de ser tocada pra longe quando sinto o seu caminhar na minha pele. Fazia tempos desejava eu, as árvores, o vento. Meia hora passou, a fixa caiu! E a verdade é que saí correndo pra embarcar no ônibus e passei a fixa adiante. E da janela vi pessoas de aventais brancos caminhando por entre as árvores. E eram os loucos do hospital.
Naluah
(só)
Naluah
(só)
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