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“O caos é uma ordem a ser decifrada.” José Saramago
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O trabalho do artista é uma ordem a ser decifrada.
Sobre este semestre de trabalho mais uma vez busquei a ordem,
continuar um tracejado,
até conseguir uma linha,
querendo já demais, um ritmo.
Meus pedaços de trabalho foram completando-se.
E sinto que seguro agora as pontas da linha que risquei em traços espaçados
aparentemente descontínuos.
Quero prosseguir só rezando
o modo de produção tipo linha de montagem,
que de seis em seis meses sempre só me obrigou
a partos de emergência para ir a vosso júri
com testemunhos de poucos recém-nascidos.
Desta com vez sem urgência apavorada de nada,
o ultimo passo que ainda não consegui,
o ritmo desse trabalho que só agora passo acreditar.
Acreditar para fazer.
Fazer para acreditar.
Naluah
(dificil)
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
sábado, 26 de novembro de 2011
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
Trago
Está tudo encontrado,
enchi o copo pra comemorar,
tenho flores pra regar e livros pra ler,
tenho silencio pra preencher de ruidos que vou seguindo,
seguindo pé por pé o que podem ser passadas
passo meu tempo preenchendo
já está tudo encontrado e tão perto
vou encaixando e desencaixotando,
vou indo a cortes e ajustes pra engolir a agua ardente que espicha o tempo
e alisa o rosto do velho.
Naluah
(bebendo só)
terça-feira, 27 de setembro de 2011
Bolinhas de grude
picão na barra da saia
bola de chiclete que estoura na barba
queijo derretido no céu da boca
ferpa debaixo da unha
cimento respingado no chão
e escarros próprios para colagem!
Naluah
(de volta ao trabalho)
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