terça-feira, 6 de setembro de 2011

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Naluah
(ex-casa de banho do Porto)

domingo, 21 de agosto de 2011

Quem diria que os bixos voltariam assim tão cedo.
Achei que os tinha prendido bem amordaçados nos panos com tinta e cola que já secaram há anos.
Sinto que eles estão jogando meu estomago de um lado pro outro, e isso é bom.
Os bixos fazem explodir distâncias que não consigo saltar.

Naluah
(propulsão)

tic-tac tic-tac

Depois do sétimo dia as rosas murcham.
Elas estão ficando secas, quedradiças, e podem esfarelar com o toque.
Adormeço de cansaço. O que fazer das rosas?
As flores me olham afiadas.
Desvio os olhos, mas longe ou perto sinto que tudo se esbugalha.
Como é difícil harmonizar.


Naluah
(cadê o gênio da lampada?)

sábado, 20 de agosto de 2011

Reflexão sobre amor e merda

Sempre se esconde algum segredo, sob cada amor se oculta um fosso de merda. É inevitável. É inevitável?
A discussão do amor fala sobre bem estar, estar bem. Algo pleno que está a amparar a merda flutuante que somos. A merda flutuante recoberta de atraente película. Somos merda flutuante com capacidades incríveis para abrigar amor.
As vezes o amor respira e vem a tona borbulhando bolhas corrosivas e através da espessa camada de merda que somos, cuspimos as bolhas pela boca, pelos olhos, pelos poros, pelo cú, seja como for não controlamos fazer. Um esguicho frio e arranhado de amor.
A maior parte da merda que somos fica. Apenas cuspimos aquilo que criamos, apenas cuspimos aquilo que produzimos como qualquer outro resíduo que excede. Cuspimos amor em meio a merda. Cuspimos meio amor meio merda a pessoa de merda que amamos. Um processo simples de se acostumar, engolir o outro, e cuspir nosso amor de merda.
Preciso de uma escavadeira potente... Será possivel chegar no amor sem mergulhar na merda?
Mas que am... MERDA!



Naluah
(dominando o asco)

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Julio Resende




Registro: Livro Julio Resende - Artista português - Porto/ 1917


Nlauah

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Ovo frito

Na ponta dos pés, atrás da cortina, o menino se escondia, mas logo a cortina se abriu e uma luz fina penetrou seus olhos, então ele adormeceu. O senhor de chapéu e a bicicleta de rodinhas laterais se levantaram do chão depois de estabacados no tombo. O velho pôs a bicicleta em pé, e suas pernas bambeavam da idade, mas de súbito apoiou o pé esquerdo no pedal, e impulsionou a perna direita por cima do banco, então repousou o corpo no assento. Olhou pra frente e depois do jardim pedalou no beco estreito... raspou um dos joelhos, mas chegou ao pé do muro que separava o terreno da rua. O menino, antes que pudesse fechar os olhos viu sua bicicleta atrás da cortina.


NlauHa

terça-feira, 31 de maio de 2011

O que acontece?

"O que acontece quando o professor ensina? O que ele faz exatamente para instruir e educar as crianças? Noutras palavras, o que é preciso saber para ensinar?" (GAUTHIER, 1998).


Naluah
(é preciso?!)
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